O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, decidiu bloquear a destinação de R$ 730 milhões para obras de asfaltamento de ruas e contenção de encostas destinadas a prefeituras do interior do estado. O dinheiro foi retirado do chamado "fundo soberano", uma espécie de poupança pública feita com os royalties do petróleo, horas antes de o então governador Cláudio Castro renunciar ao cargo.
Quando foi criado, em 2022, a ideia dessa poupança era usar o dinheiro para projetos estruturantes, de médio e longo prazo, como infraestrutura, por exemplo, em barreiras fiscais para se tentar aumentar a arrecadação do Rio Janeiro. Tudo aconteceu às 18h do dia 23 de março, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, momentos antes de Cláudio Castro receber convidados, se despedir do governo e enviar a comunicação da renúncia à Assembleia Legislativa (Alerj).
O ex-governador Cláudio Castro comentou que "os
projetos aprovados na última sessão são voltados para a reestruturação de
cidades do interior atingidas pelas chuvas do início do ano, em obras em
estradas, por exemplo. Essas ações estão alinhadas à finalidade do fundo
e contribuem diretamente para o desenvolvimento econômico e social do Estado
do Rio".
Em nota, o governador em exercício, informou que "por ora, não haverá liberação de recursos do fundo soberano". A lista dos milhões contempla um total de 16 municípios no interior do RJ, com cidades nas regiões Norte, Noroeste, Sul, Serranas e Lagos. A lista não inclui Italva e Cardoso Moreira. Fonte: G1


