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31 agosto 2015

MORADORES DE ITALVA E CARDOSO MOREIRA COM MEDO DE TRAFEGAR PELA BR 356

Fotos: Michelle Richa
Quem trafega pela BR 356 entre Campos e Cardoso Moreira, além de enfrentar trechos com rachaduras, tem que encarar também o medo de assaltos na rodovia. Moradores de Italva e Cardoso Moreira relatam que estão temerosos em passar principalmente no trecho compreendido entre o "Morro do Telefone" e Sapucaia, onde tem ocorrido o maior número de assaltos.

Na sexta-feira (28/08) à tarde, a equipe de reportagem do Jornal Folha da Manhã de Campos dos Goytacazes esteve na localidade. À margem da BR, duas viaturas da Polícia Militar (PM) estavam paradas, o que evidencia que as reclamações devido a assaltos são pertinentes. Moradores ficaram com receio de falar. Um vendedor, que terá a identidade preservada, contou que mora em Cardoso Moreira e que costuma ir a Campos cerca de três vezes na semana. “Há cerca de 20 dias que os assaltos vêm acontecendo. Começou com um ônibus de estudantes de Cardoso Moreira. Já teve assaltos a carros, dois ônibus de uma empresa. O trecho começa de Sapucaia, em Campos, ao morro do telefone, em Cardoso. Cerca de 35 quilômetros. Em Cardoso estão com pânico de fazer esse trajeto. Tem caminhoneiros fazendo comboio. Muita sensação de insegurança. Após isso, a PM está fazendo um trabalho mais ostensivo. A gente fica receoso e entrega nas mãos de Deus”, acrescentando que a rodovia tem muitas rachaduras.

Uma microempreendedora, de 41 anos, que não quis ser identificada, comentou: “Assalto está acontecendo de vez em quando. Soube de um ônibus de estudantes de Cardoso Moreira. Fico mais dentro de casa. Há cerca de uma semana, a PM está ficando mais aqui. Com isso a sensação de segurança aumenta”. A Folha tentou contato por telefone com o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Marcelo Freiman e com a Polícia Rodoviária Federal, sem êxito. Sobre as condições da rodovia, a assessoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não respondeu o e-mail até o fechamento desta matéria. Fonte: Folha da Manhã: Carolina Barbosa