Numa eleição sem concorrentes, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito e empossado o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã desta sexta-feira (17). A votação registrou 44 votos a favor de Ruas e uma abstenção. Alguns partidos, no entanto, não votaram e prometem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). Não participaram da votação 25 deputados do PT, PSB, PSD, PC do B, MDB, PDT e PSOL.
Ruas já
tinha sido escolhido por parte de seus pares para presidir a Alerj em 26 de
março, mas essa
votação acabou anulada na Justiça.
Assumir a presidência da Alerj daria a Ruas o precedente
de assumir interinamente o governo do RJ, mas uma liminar do Supremo Tribunal
Federal (STF) está
mantendo no comando do Palácio Guanabara o presidente do Tribunal de Justiça, o Desembargador Ricardo Couto, até que a Corte defina como será a eleição do
mandato-tampão.
Ruas, inclusive, afirmou que pretende
se reunir com o governador interino, o desembargador
Ricardo Couto, para discutir os próximos passos diante da crise institucional
no estado.
Inicialmente, a disputa seria entre dois deputados candidatos: Douglas Ruas (PL), ligado à base do ex-governador Cláudio Castro (PL), e Vitor Junior (PDT), apoiado pela frente partidária do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do estado.
O candidato da oposição, porém, retirou a candidatura. O movimento foi um protesto contra a decisão da Justiça que manteve a votação aberta. Segundo os partidos contrários ao modelo, a votação aberta expõe parlamentares a pressões e retaliações. Em paralelo à retirada da candidatura de Vitor Junior, a frente de 25 deputados e 9 partidos (PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV) não participou da votação.



